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2021

Design Biofílico: o que é e como a tendência vai influenciar seus projetos

O Design Biofílico é uma técnica que tem por principal objetivo incorporar a natureza em ambientes construídos pelo homem.

A ideia é conectar esses dois mundos, a fim de criar espaços que melhorem o bem-estar físico e mental das pessoas que os utilizam.

Por conta disso, o Design Biofílico não se limita a inserir peças naturais em um local construído. Seu propósito é trazer a natureza para esses lugares de forma consciente e harmônica, extraindo, assim, todos os seus benefícios.

Ambientes que são elaborados com base nesse tipo de design tendem a reduzir o estresse,  estimular a criatividade, a empatia e muito mais. Por conta disso, tem sido mais utilizado a cada dia.

Mas para obter todos esses resultados e realmente criar estruturas que se integram à natureza, é preciso seguir algumas diretrizes. Quais seriam?

Neste artigo, você vai conferir o que é Design Biofílico, quais são os seus benefícios e como incorporá-lo em projetos arquitetônicos e interiores. Boa leitura!

Afinal, o que é o Design Biofílico?

O Design Biofílico consiste na criação de ambientes que integram harmoniosamente a natureza a construções feitas pelo homem.

Nesse conceito, os projetos são pensados e elaborados tendo como base a sustentabilidade. Por conta disso, muitos incluem pontos como cultivo de jardins verticais, uso de placas solares para produção de energia limpa, sistemas para reaproveitamento de água de chuva etc.

O termo biofílico vem da palavra biofilia, que significa “instinto de conservação”, “amor à vida”. No mundo do design, seu uso é relativamente novo, no entanto, isso não significa que ele já não esteja sendo utilizado há algum tempo.

Em uma pesquisa rápida pela arquitetura mundial, é possível encontrar diferentes construções que já seguiam o Design Biofílico. Um bom exemplo são os Jardins Suspensos da Babilônia, os quais, inclusive, são uma das sete maravilhas do mundo antigo.

Trazendo a aplicação desse tipo de design para os dias atuais, temos o Minhocão de São Paulo (Elevado Presidente João Goulart) que tem um projeto de revitalização assinado por Gregory Bousquet, arquiteto francês sócio-fundador do escritório Triptyque.

A proposta é revitalizar a marquise do Minhocão criando, entre outros pontos, um jardim com plantas suspensas em toda a extensão do seu teto. O objetivo é que essa vegetação filtre a emissão de CO2 produzida pelos automóveis que circulam no elevado.

Esse projeto evidencia que o Design Biofílico vai muito além do que apenas inserir vasos de plantas em um local. Seu propósito verdadeiro é criar ambientes realmente saudáveis para quem os utiliza.

Quais são os seus benefícios?

O Design Biofílico entende e exalta a necessidade de o homem se conectar diariamente com a natureza

Quanto a isso, vale destacar que, praticamente, passamos 90% do nosso dia em ambientes fechados. No entanto, precisamos da conexão com o que é natural para nos mantermos vivos e saudáveis.

Na contramão dessa constatação, a revolução industrial e as construções cada vez mais modernas, afastaram as pessoas do meio ambiente e de todos os seus retornos positivos.

Porém, a utilização do Design Biofílico — que pode ser aplicado em diferentes ambientes, tais como corporativos, residenciais, escolares, internos e externos —, resgata essa interação entre homem e natureza e traz benefícios como: 

  • redução dos níveis de estresse;
  • redução da pressão arterial e da frequência cardíaca;
  • aumento da sensação de bem-estar;
  • melhora da condição física e mental;
  • aumento do desempenho e da produtividade;
  • estímulo à criatividade;
  • fomento à empatia;
  • aumento da concentração;
  • favorecimento à recuperação da saúde, quando aplicado em ambientes hospitalares.

Como incorporar o Design Biofílico a um projeto?

São várias as diretrizes que podem ser utilizadas como base para incorporação do Design Biofílico em um projeto.

Stephen Kellert, por exemplo, foi um dos precursores desse tipo de design e definiu inicialmente seis elementos e mais de setenta atributos para a aplicação.

Mas posteriormente, em parceria com a arquiteta Elizabeth F. Calabrese, simplificaram o processo e definiram três pilares para o Design Biofílico, que são: 

  • experiência direta com a natureza: luz, água, plantas, pedras naturais, fogo etc;
  • experiência indireta com a natureza: imagens, simulação de luz natural, formas, entre outros pontos;
  • experiência de espaço e lugar: espaços de transição, mobilidade e orientação etc.

Paralela a essa definição, outros especialistas criaram instruções para a aplicação do Design Biofílico. Um dos mais difundidos vem da Terrapin Bright Green, empresa de consultoria de sustentabilidade.

De acordo com a organização, os 14 padrões desse estilo de design são: 

  1. conexão visual com a natureza;
  2. conexão não-visual com a natureza;
  3. estímulo sensorial não-rítmico;
  4. variação térmica e de fluxo de ar;
  5. presença de água;
  6. luz dinâmica e difusa;
  7. conexão com os sistemas naturais;
  8. formas e padrões biomórficos;
  9. conexão dos materiais com a natureza;
  10. complexidade e ordem;
  11. panorama;
  12. refúgio;
  13. mistério;
  14. risco e perigo.

Seja qual for a metodologia utilizada, é essencial ter em mente que, ao criar um projeto com base no Design Biofílico, o objetivo é conectar os espaços construídos às sensações positivas que só podem ser oferecidas e encontradas na natureza.

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